Como aprendi o francês em pouco tempo

Algumas pessoas se impressionam quando digo que em 6 meses eu aprendi a língua francesa e fui aceita em uma ‘Université’. Eu passei de ‘só sei falar Bonjour’ a ‘eu posso dissertar, traduzir e fazer apresentações em público em uma terceira língua’.

Isso aconteceu bem rápido graças a dois fatores que, para mim, foram essenciais: imersão na cultura francesa e a dedicação. Quando digo imersão na cultura, quero dizer que eu, mesmo estando no Brasil, foquei em descobrir e aprender, através de rádios, vídeos, músicas, notícias e muitos filmes, sobre a cultura francesa. Isso fora do horário em que eu estudava a língua. Por exemplo, eu baixei aplicativos no celular como Le Monde, France Inter, France Info para escutar e ler em francês, mesmo sem entender nada. Também vi muitos filmes pelo Netflix. Pois mesmo sem dominar a língua, é muito importante começar a entrar em contato com a ‘melodia’ do francês.

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Quando falo em dedicação, quero dizer abrir mão de algumas coisas para somente estudar o francês. Eu comecei a estudar sozinha em casa e quando consegui juntar um pouco de dinheiro, eu investi em aulas particulares. Isso durante o verão. Ou seja, durante os 3 meses de verão, eu abri mão (um pouco) de ir a praia todo dia, de ficar direto na casa dos meus pais, de sair toda noite. Passei a acordar um pouco mais cedo, troquei filmes americanos por franceses e conheci cantoras como Margaux Avril, Joyce Jonathan, etc. Obvio que não me privei de fazer algo que fazia antes, apenas mudei alguns hábitos, sem deixar de curtir o verão. Me dediquei a conhecer a cultura francesa e deu certo! As musicas também motivam bastante.

Primeiro, comecei a aprender sozinha em casa o básico do francês através do Youtube. mais especificamente, através deste vídeo do Vincent: Francês para iniciantes Este video me ajudou MUITO, mas muito mesmo! Eu anotava tudo que ele ensina no video e depois tentava memorizar. Graças a ele, consegui avançar de nível ao ingressar na Aliança Francesa e captar tudo rapidinho. Depois das duas primeiras horas deste curso, já consegui puxar papo com os franceses e entender algumas coisas durante suas conversações.

Segundo, fiz um curso intensivo de verão por 15 dias, 4 horas por dia. Para isso, fiz um teste de nível e entrei no segundo modulo na Aliança Francesa. Esta escola disponibiliza diversos tipos de cursos intensivos de verão, com tempo de duração variados. Eu fiz 15 dias pois só tinha dinheiro para isso e foi a escola mais barata que encontrei enquanto eu estava em Lyon. Para estudar, tive que comprar o material referente ao semestre inteiro.Isso foi bom, pois mesmo depois de terminar o curso, eu ainda tinha coisas para estudar em casa, se quisesse.

Terceiro, fiz aulas particulares na Aliança Francesa de Vitoria, que utiliza o mesmo material que a AF Lyon. Nessas aulas particulares, focamos em estudar o que cairia na prova do TCF – Test de Connaissance du Français e a minha professora era maravilhosa e me deu altas dicas, tal como baixar os apps de rádios francesas e escutar mesmo sem entender nada.

Por ultimo, mas não tao menos importante, eu li e fiz algumas atividades deste site para aprender francês gratuito, o Bonjour de France , que contem vídeos, jogos, exercícios e leituras bem diversificada para quem quer aprender a língua – e de graça!

Depois, foi só alegria! Fiz o teste de francês, tive nota boa, fiz o pedido para entrar na universidade e me virei com outras coisinhas procedimentais. Mas a partir destes 4 meios de estudar, eu consegui aprender uma coisa que, a mon avis, seria impossível.

Espero que tenha ajudado…bisous!

 

Estudar na França: como se candidatar

Há um tempo alguns amigos me perguntam como fiz para entrar em uma universidade francesa, e tenho enrolado para explicar. Mas não tem segredo, tudo é feito online através de uma plataforma que se chama CampusFrance. Para o ano 2016-2017 ficou ainda mais fácil, pois o site disponibiliza um vídeo explicatório para a candidatura. O prazo para se candidatar é até 18 de março de 2016.

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Através do CampusFrance é possível contactar as universidades francesas de seu interesse, tirar dúvidas quanto ao preenchimento de dados e por intermédio dessa plataforma, você se pode aplicar a diferentes universidades ao mesmo tempo. O burocrático é que esta plataforma demanda muitos documentos que precisam estar corretamente traduzidos para o francês por um tradutor juramentado, além de comprovantes de estudos, estágios, trabalhos e níveis de francês e inglês.

No meu caso, eu iniciei meu dossiê quando ainda estava na França no cursinho de francês, em setembro 2014, mas só fui me dedicar e concluir em meados de Junho 2015. Isso porque existem prazos que devemos esperar (haja ansiedade!) até ser aceito pela universidade. E eu comecei sem pé nem cabeça e fui aprendendo no decorrrer do ano que eu devia correr atrás de mais e mais documentos. Mas ao explicar como se faz, acho que vocês farão o dossiê mais rápido do que eu. No total são 6 etapas + a visita ao consulado. Vamos lá:

Primeiro passo: criar seu dossiê aqui.

Segundo passo: após criação do dossiê, é necessário preencher as informações pessoais e profissionais, incluindo histórico escolar, diplomas e CV. Tudo com anexos! Neste passo, eu demorei um pouco pois não tive meus comprovantes de estágio e trabalho, então tive que contactar as empresas, correr atrás de carimbos e assinaturas, até conseguir um documento ‘aceito’ pela plataforma (quando o documento não é válido, através da própria plataforma eles te enviam uma mensagem para sinalizar que o documento não é apropriado).

PS: o histórico universitário  e diplomas precisam ser anexados os originais e as traduções juramentadas. ( Para isso também gastei muito tempo! Em Vitória, só existe um tradutor juramentado, que é um pouco demorado e que no meu caso ainda traduziu um documento errado).

PS2: É necessário ter o comprovante do seu nível de francês, ou seja, um certificado TCF ou DELF/DALF. Ambas as provas são feitas diretamente nas Alianças Francesas de todo o Brasil, é so ficar de olho nas datas para não ficar fora do prazo do CampusFrance.

Terceiro passo: neste passo, é necessário registrar todas os cursos e universidades para os quais você quer se candidatar. O número máximo é de 15 candidaturas! O vídeo que anexei no ínicio do texto explica direitinho como pesquisar as universidades francesas. Também é necessário desenvolver um texto de motivação para entrar na universidade desejada. Ou seja, capriche na escrita em francês! E se você se candidatou a 15 universidades diferentes, bon courage, pois são 15 textos de motivação diferentes que você precisa escrever!

Quarto e quinto passo: submissão do dossiê e pagamento da taxa CampusFrance. Após validação pela equipe CampusFrance, eles irão te contactar para agendamento de uma entrevista, que será na Aliança Francesa. Lembrando que a equipe CampusFrance se comunica com você através da plataforma CampusFrance, e não no seu email pessoal. Tem que ficar verificando sempre!

Sexto passo: é entrevista CampusFrance, que será sugerida pela CF e que será em uma das Alianças Francesas mais próximas. No meu caso, tive que ir ao RJ fazer a entrevista na AF da Barra da Tijuca. Foi o máximo! A entrevistadora foi simpática, tirou dúvidas quanto ao meu currículo profissional e logo validou minha candidatura.

Após validação da entrevista e consequentemente do dossiê CF, em até 48h sua candidatura será enviada diretamente para as universidade para as quais vocês e candidatou. Então, resta aguardar os prazos de cada universidade para a aceitação ou não da sua canditatura. Eu só me candidatei a uma universidade, a Université Lumière Lyon2, e ao contactar a universidade, tive que esperar até junho para o processo interno de seleção de estudantes.

Vale ressaltar que neste tempo de espera da aceitação pela universidade, é interessante entrar em contato diretamente com o SRI das universidades para saber se precisam de documentos adicionais, ou algum outro tipo de candidatura, etc. Assim você fica a par do que precisa fazer uma vez que for aceito.

Etapa Final: é a entrevista consular.O CF lhe dará as orientações para a entrevista e a documentação. Depois é só contactar o consulado e voilá! Boa sorte!

 

 

Paris pela primeira vez – Parte 2

Em continuação ao post anterior, no meu primeiro dia de visita a Paris, nós andamos muito pela cidade, vimos muita coisa em um único dia! Foi fatigante ao mesmo tempo maravilhoso!

Depois de passear pela Place de Vosges, andamos mais um pouco até a Catedral de Notre Dame, que é liiiiiiiiiinda demais! Com todo seu projeto arquitetônico rico em formas e detalhes e suas monstruosas gárgulas, que me fazem pensar no filme da Disney “O Corcunda de Notre Dame”. Magnifique! PS: fazia uns 40 graus neste dia!

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É possível visitar a Catedral de Notre Dame por dentro, e lá de cima a vista deve ser paradisíaca. Mas, a fila estava quilométrica e num sol de 40 graus, com tempo médio de espera de 3 horas. Ou seja, eu perderia 3 horas numa fila ao invés de bater perna por Paris. No way! O aconselhável para fazer turismo em Paris, é visitá-la fora de época, como em março ou setembro. Não em pleno período de férias de verão, pois Paris fica bem lotada.

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Eu Lucas e o casal Julien e Helene que nos hospedaram em Paris.

Em seguida continuamos a caminhar pelo Rio Sena, passando pela Paris Plage – uma praia de mentira – ou seja, uma extensão de areia às margens do Sena, feita especialmente para os parisienses curtirem. É legal para levar as crianças e também pegar um bronze:

E logo depois da Paris Plage, chegamos no Hotel de Ville de Paris, onde todo o verão, em frente, acontecem diversos shows. Já era fim de tarde quando chegamos, então aproveitamos um show de rap francês (que eu não faço ideia de quem tenha sido), bebemos umas cervejas e terminamos a night num barzinho. Paris é tudo de bom!

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Hotel de Ville de Paris, onde ficamos para ver um show

 

Paris pela primeira vez

Tanto tenho a dizer da minha primeira visita a Paris! Foi inesquecível, divertido….como um sonho! Lulu e eu pegamos o TGV e desembarcamos em Paris um pouco tarde, mas mesmo assim consegui ver de longe a torre Eiffel a brilhar, quase chorei! Sempre tinha sonhado com o momento em que a visse – mesmo que de tão longe- e foi muito lindo! Era noite de uma sexta feira, estava bem quente, e tudo em Paris me encantava: as ruas, as pessoas a caminhar, a arborização, a iluminação, até mesmo as entradas de metrô são fofas!

Em Paris ficamos na casa de amigos do Lucas. Lá, logo ao chegar, fizemos um apero para interagir e no outro dia andamos pela cidade toda, para que a turista -eu mesma!- conhecesse de tudo um pouquinho.

 

Começamos o passeio de manhã pela Bastilha, monumento francês símbolo de revoluções e que até hoje é ponto de encontro para grandes passeatas e manifestações públicas. É um quartier muito simpático e bonito de se ver. Em seguida caminhamos o bairro Marais e também até a Place des Vosges:

Na Place des Vosges, é possível visualizar a casa do Victor Hugo, autor da obra Les Misérables. Todos os prédios em volta da praça são simétricos, tudo muito lindo! No verão muitas pessoas o visitam para fazer piqueniques e passear com crianças.

Em seguida, continuamos a andar pelo Marais, onde comemos o famoso Falafel, a.k.a podrão rsrs Estava delicioso e para quem gosta de comer muito e pagar pouco, esse é o point. E o restaurante onde comemos se chama Chez Marianne, em minha homenagem 😛

Em outro post contarei mais sobre esse dia…

Beijos

 

Carolles Plages – visita ao Norte da França

Na minha segunda semana na França, depois de muito festejar e comer à la francesa, peguei a estrada junto com Lucas para o norte da França, em Bass-Normadie, onde ele fez seu estágio. É uma região próxima ao mar, úmida, com pequenos vilarejos bonitinhos e cheios de história. É uma paisagem com mistura de casas e restaurantes modernos em contraste com castelos medievais. Por ser verão, o calor nos intimou a ir à praia mais próxima, que se chama Carolles.

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Carolles Plage – Bass Normadie

Esta praia, para mim, é atípica àquelas que conheço no Brasil. Em Carolles, a maré chega a secar de 2 a 3km por dia, por isso podemos para caminhar e pescar mariscos enquanto a maré não sobe. Ao mesmo tempo, por toda a areia da praia podemos encontrar de mais em mais algas trazidas pelas ondas. Eu e Lucas aproveitamos e compramos as ‘ferramentas’ para pescarmos alguma coisa. E não é que achamos? Pegamos siri e mexilhões, mas não chegamos a comer. Foi uma tarde gostosa e quente, me fez sentir saudades do calor do Brasil. Praia sempre é uma boa escolha! Mas infelizmente, a água estava gelada demais para tomar banho 😦

Feira de Chatillon sur Chalaronne

Logo que cheguei na França, ainda sofrendo com o jetlag, fui acordada bem cedo pelos pais do Lucas para ir à feira, o que é tradição aqui na casa dos Zukervar, realizada todo sábado sem exceção. A feira mais popular fica localizada em Châtillon sur Chalaronne, um pequeno vilarejo próximo à casa. A feira acontece num enorme galpão rústico, onde ocorre a comercialiação de uma variedade de produtos: desde galinhas e outros animais, à carnes, peixes, aves, flores, sucos e queijo. Ah o queijo! Nunca vi na vida tanta variedade! Se ao menos eu gostasse..

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Existe, na França, mais de 350 tipos de queijos

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Chatillon sur Chalaronne

Era uma manhã fria e um pouco chuvosa, mas não nos impediu de aproveitar essa linda França. As estruturas das casas, as ruas, o modo de vestir das pessoas idosas, as flores e comidas, tudo me encantava. Era uma manhã diferente, que pra mim, me inseriu fortemente neste ‘ar europeu’. Ali comemos, compramos verduras e pães frescos, e tomamos umas bebidas no café de esquina. Lembro que era a Copa do Mundo no Brasil, e na TV só se passavam reportagens sobre lá. Já bateu um pouquinho de saudade…

Au revoir, Brésil!

Em julho 2014 eu decidi mudar o rumo da minha vida. Pedi demissão do meu emprego, no Estaleiro Jurong Aracruz, e viajei para Lyon, na França. Senti precisava de algo novo, mudar um pouco. E desde que comecei a trabalhar, tenho economizado para fazer uma outra viagem internacional (só não me preparava para viajar tão rapido! rs). Fora a saudade enorme do meu amorzinho, que até então estava a kilômetros de distância de mim.  Foram 4 meses longe um do outro, utilizando skype e whatsapp para manter nosso relacionamento.

Despedida do trabalho

 

Quando peguei o avião Rio-Paris, estava super empolgada para chegar a Paris, com aquela ansiedade em poder ver a Torre Eiffel pela primeira vez! Aaaaah Paris, quem nunca sonhou com ela? Mas, quando o avião aterrissou, não vi nada. O tempo estava mal, um temporal feio, muita chuva e muito frio, não dava para ver nem a própria torre de comunicação do aeroporto, quem dirá a digníssima Eiffel. Mas tudo bem, algum dia eu voltarei para vê-la. Esperei e passeei algumas horas pelo aeroporto até meu próximo vôo, para a cidade de Lyon.
Quando aterrissei em Lyon, na sexta-feira do dia 11, o irmão mais novo do Lucas me buscou no aeroporto junto de sua namorada. Foi tão legal! Fizemos um tour por Lyon, depois ele preparou a casa para a minha recepção. Foi muito legal! Ela é linda e bem aconchegante! Já cheguei me sentindo ‘em casa’ mesmo! Quanto ao Lucas, ele trabalhava numa cidade um pouco longe, e só chegaria na casa por volta das 11 horas da noite (eu cheguei as 3 da tarde). Então dormi bastante até o Andrea me acordar para buscar o meu amor. E quando nós nos vimos novamente, foi MÁGICO! Choramos, rimos, choramos de novo, foi uma delicia! Impossível descrever 🙂 matar a saudade é bom demais!

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